O índice de desempregados no Brasil ficou estável em abril, após três meses consecutivos de alta, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 21, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego, apurada nas seis principais regiões metropolitanas do País, ficou em 8,9% no mês passado, ante 9% em março. A renda dos trabalhadores, porém, caiu 0,7% nessa base de comparação, mas cresceu 3,2% ante abril de 2008.
Em abril do ano passado, a taxa de desemprego ficou em 8,5%. Nos seis anos anteriores, o índice tinha ficado acima de 10%. O número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 20,91 milhões em abril, com queda de 0,2% ante março e aumento de 0,2% ante abril de 2008.
O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo disse que os dados do mercado de trabalho de abril e do primeiro quadrimestre de 2009 mostram que a "a crise não piorou, mas estabilizou o mercado de trabalho em relação ao ano passado"."É um mercado de trabalho muito parecido com 2008, o mercado está se mantendo, mas não está se desenvolvendo", disse Azeredo, acrescentando que "o mercado de trabalho parou, está dando conta de manter postos, formalidade e poder de compra, mas não está evoluindo".
Ele mostrou dados que, segundo ele, confirmam a estabilidade do mercado de trabalho em 2009 ante o ano passado. A taxa média de desemprego no primeiro quadrimestre deste ano ficou em 8,7%, ante 8,5% ante igual período do ano passado, o que, de acordo com Azeredo, mostra que não houve variação estatisticamente significativa no período.
Desocupados
O número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) totalizou 2,046 milhões, com queda de 1,7% ante março e aumento de 5% na comparação com abril do ano passado. Por outro lado, o emprego formal voltou a crescer em abril. O número de empregados com carteira assinada aumentou 0,9% ante março e subiu 2,0% ante abril de 2008.
Ao mesmo tempo, o número de empregados sem carteira recuou 0,7% na comparação com o mês anterior e caiu 3,7% ante igual mês do ano passado. Houve queda também, nas duas comparações, no número de trabalhadores por conta própria (camelôs, profissionais liberais), de 1,5% ante março e de 0,5% ante abril do ano passado.





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